Papa Francisco: o coração que comunica

Homilias mais curtas, pede o Papa – “O apelo a falar com o coração interpela radicalmente o nosso tempo “tão propenso à indiferença e à indignação”, escreve o Papa Francisco em sua Mensagem para o 57º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que este ano tem como tema “Falar com o coração. Testemunhando a verdade no amor”.
O Papa convida a ir contracorrente para apoiar as aspirações de paz a exemplo de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, que a Igreja celebra hoje.

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/20230124-messaggio-comunicazioni-sociali.html 

Homilias mais curtas, pede o Papa

Ele bem insiste e até pede que não ultrapassem os dez minutos. Este o apelo do Papa Francisco aos sacerdotes que nas homilias comunicam com os crentes nas celebrações.

Para todos aqueles que vão à missa e que se sentem tentados a expressar tais frustrações, o Papa Francisco enviou uma mensagem simples nessa quarta-feira: tudo bem, algumas homilias podem até perder o alvo, mas o que você está fazendo a respeito disso?

“Aqueles que escutam também devem fazer a sua parte”, disse o pontífice durante a Audiência Geral da quarta-feira.

Aqueles que vão à missa, segundo o papa, devem abordar a homilia “prestando a devida atenção, isto é, assumindo as justas disposições interiores, sem pretensões subjetivas, sabendo que cada pregador tem méritos e limites”.

“Se, às vezes, há motivo para se aborrecer com uma homilia longa, ou não centrada, ou incompreensível, outras vezes, em vez disso, é o preconceito [do ouvinte] que serve de obstáculo”, disse o papa.

A homilia, há muito tempo, tem sido uma questão de preocupação pastoral para Francisco, que fez questão de fazer uma homilia improvisada todas as manhãs durante a missa diária na Domus Santa Marta, a residência vaticana, onde ele mora.

Francisco dedicou uma grande seção da sua exortação apostólica de 2013 Evangelii gaudium – muitas vezes descrita como a “Magna Carta” do seu papado – à homilia.

Homilia, discurso de continuidade

“A homilia não é um discurso casual, nem uma conferência, nem uma lição, mas sim ‘retomar aquele diálogo que já está aberto entre o Senhor e seu povo’”, disse o papa, citando o seu próprio documento.

“Quem faz a homilia deve estar consciente de que não está fazendo uma coisa própria”, disse o papa. “Está pregando, dando voz a Jesus, está pregando a Palavra de Jesus. E a homilia deve ser bem preparada, deve ser breve, breve!”

Sobre a questão da brevidade, Francisco contou uma história.

“Um sacerdote me dizia que, uma vez, tinha ido a outra cidade, onde os seus pais moravam. E o seu pai lhe dissera: ‘Sabe, estou contente, porque eu e meus amigos encontramos uma igreja onde fazem a missa sem homilia!’ E quantas vezes nós vimos que, na homilia, alguns adormecem, outros conversam ou saem para fumar um cigarro?”

Quando as pessoas riram da imagem, Francisco disse: “É verdade, todos vocês sabem… é verdade!”.

Concluindo essa linha de reflexão, Francisco disse: “Por isso, por favor, que a homilia seja breve… não deve ir além dos 10 minutos, por favor!”.

Essa foi a quinta Audiência Geral de 2018 para Francisco, e, de acordo com a Gendarmeria vaticana, contou com a participação de cerca de 8 mil pessoas.

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