O encerramento do mês mariano e a celebração de Corpus Christi em Jerusalém  

O mês mariano na Terra Santa reuniu a comunidade local nos principais santuários dedicados à Virgem Maria. Em Jerusalém, o mês de maio terminou com uma procissão pelas ruas da cidade antiga, para homenagear e pedir a intercessão da Mãe de Deus.

 

O Papa Francisco havia convidado todos os católicos para rezar o Rosário ao longo do mês, nos santuários marianos em todo o mundo, para pedir a intercessão de Nossa Senhora pelo fim da pandemia e pela paz na Terra Santa. Entre os primeiros santuários está a Basílica da Anunciação em Nazaré, onde as orações aconteceram na Gruta do Anúncio do Arcanjo Gabriel a Maria.

 

Nas palavras do Patriarca Latino de Jerusalém, S.B. Dom Pierbattista Pizzaballa o agradecimento ao Papa.

Em primeiro lugar, creio que temos o dever de agradecer ao Santo Padre e a Igreja por esta unidade de oração e solidariedade que recebemos de tantas formas e de maneira muito concreta. Eu acredito fortemente no poder da oração. Se há uma coisa que nos une, é o amor à mãe. Onde está a Mãe, existe casa, família e unidade. É a melhor maneira de olhar para a frente com confiança!

Em Jerusalém, o mês de maio terminou com a procissão da Paróquia Latina pelas ruas da cidade antiga para homenagear a Virgem Santíssima.

Pelas ruas, muitas manifestações de afeto e pedidos de intercessão à Nossa Senhora. Cada um expressa a fé de acordo com seu próprio coração.

 

Os pedidos de intercessão à Virgem Maria pelos cristãos de Jerusalém

Pedimos que ela interceda por nós, por Jerusalém e pelos nossos filhos.

É um momento muito importante: toda a comunidade de Jerusalém participa desta procissão. A nossa esperança, a nossa oração é para continuarmos aqui, vivendo em paz. O Ícone da Virgem, foi levado para a veneração de todos  até a Co-Catedral do Patriarcado Latino onde foi conduzido um momento de oração pela unidade e a paz.

 

 

 

 

Corpus Christi, na Bailica do Santo Sepulcro em Jerusalém

 

E, comendo, tomou Jesus o pão e abençoando-o, o partiu e deu-lho, e disse: Tomai e comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho; e todos beberam dele. E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que por muitos é derramado” Mc 14:22-24. As palavras de Jesus narradas pelo evangelista São Marcos foram lidas na liturgia da Solenidade de Corpus Christi, celebração instituída pelo Papa Urbano IV, em que a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Na Basílica do Santo Sepulcro a Missa Solene foi presidida por S. B.Dom Pierbattista Pizzaballa, com a participação de outros 50 sacerdotes. Na homilia o Patriarca Latino de Jerusalém disse: “Na solenidade de hoje lemos o mesmo Evangelho que a Igreja proclama na noite da Quinta-feira Santa, em memória da última ceia, que nos remete aos dias da Paixão: Jesus oferece o seu corpo e o seu sangue, que é a sua vida; ele o oferece num gesto extremo de amor, como sinal de aliança, como alimento para a salvação, como princípio de vida nova para todos”.

“Neste lugar, celebramos o triunfo do amor sobre a morte e sobre o que divide. Neste lugar também celebramos a Eucaristia que é a consagração deste amor na eternidade, para sempre, em cada igreja e em cada parte do mundo. Com isso queremos dizer que apesar de tudo, mesmo nas maiores dificuldades acreditamos que o  amor triunfará sempre” disse, o Patriarca.

Na Basílica do Santo Sepulcro, um rito particular e cheio de significado

Fr. SINISA SREBRENOVIC, ofm

Basílica do Santo Sepulcro

” A festa de Corpus Christi geralmente é celebrada com uma procissão pelas ruas das cidades. Aqui, permanecemos dentro da própria Basílica. Realizamos a procissão dando 3 voltas ao redor do Santo Sepulcro. Na última volta, vamos em direção ao Calvário, porque com esta procissão queremos unir dois mistérios deste lugar santo : a morte e a ressurreição de Jesus”.

Mistério de amor, fonte de salvação e vida, assim é o Corpo de Cristo celebrado neste local Santo e em todo o mundo.

 

Por: Lurdinha Nunes- Danubia Gleisser

 

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