Um sínodo morto à nascença?

Segundo o Papa Francisco, ao mesmo tempo que o Sínodo nos proporciona uma “grande oportunidade para a conversão pastoral em chave missionária e também ecuménica, não está isento de alguns riscos”. E mencionou três riscos.
“O primeiro é o risco do FORMALISMO”, de reduzir “um Sínodo a um evento extraordinário, mas de fachada. Como se alguém ficasse a olhar a bela fachada de uma igreja sem nunca entrar nela”. Pelo contrário, o Sínodo é um percurso de efetivo discernimento espiritual, que não empreendemos para dar uma bela imagem de nós mesmos, mas a fim de colaborar melhor para a obra de Deus na história. Assim, quando falamos de uma Igreja sinodal, não podemos contentar-nos com a forma, mas temos necessidade também de substância, instrumentos e estruturas que favoreçam o diálogo e a interação no Povo de Deus, sobretudo entre sacerdotes e leigos.
O segundo risco é o do “INTELECTUALISMO: “Transformar o Sínodo numa espécie de grupo de estudo, com intervenções cultas, mas alheias aos problemas da Igreja e aos males do mundo; uma espécie de “falar por falar”, onde se pensa de maneira superficial e mundana, alheando-se da realidade do santo Povo de Deus, da vida concreta das comunidades espalhadas pelo mundo.”
O último risco é o da tentação do IMOBILISMO. Dado que «se fez sempre assim» é melhor não mudar. Quem se move neste horizonte, mesmo sem se dar conta, cai no erro de não levar a sério o tempo que vivemos. O risco é que, no fim, se adotem soluções velhas para problemas novos”. “Por isso, é importante que o caminho sinodal seja um processo em desenvolvimento; envolva, em diferentes fases e a partir da base, as Igrejas locais, num trabalho apaixonado e encarnado, que imprima um estilo de comunhão e participação orientado para a missão.”
Sopro e Vida

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