O epitáfio fará o resto

A vida vai-me ensinado que, por mais que mostre, prove, argumente, não faz diferença: a maioria só entende o que lhe interessa e “não adianta explicar quando o outro já está formatado para não entender”.

Também já aprendi que a maioria não quer saber opinião, mas ouvir da minha boca a confirmação da sua própria opinião. Por isso, “é melhor calar, a ter que viver falando para quem não quer ouvir”.

Vou ficando sem tempo (e vontade) para lidar com mediocridades. A maioria não valoriza conteúdo/essência, apenas de rótulos, slogans, aparências e imagens. E não estou interessado em desperdiçar tempo nisto. A vida é curta demais.

À espera de um milagre de Deus, a maioria não procura a ajuda dos peritos e sábios. Quer a bênção de Deus, mão não quer submeter-se à Sua vontade. Quer magia, em vez de fé… Fezada e presunção, estratégias e carreirismo, interesses e caprichos, aos rodos.

«Mesmo quando as nossas intenções são as melhores, é necessário discernimento sempre que tentamos ajudar alguém. Há gente que simplesmente não quer ser ajudada. Não insistas. Afasta-te. Há momentos que o melhor é abandoná-las à sua sorte”. O problema não é tanto tropeçar, mas derreter-se de amores pela pedra…

P. António Magalhães Sousa  *  Braga

Diariamente lemos o mundo na procura de sentido para encontrarmos a mensagem religiosa necessária para si. Fazemo-lo num tempo confuso que pretende calar o que temos para dizer. Sem apoios da nomenclatura publicitária, vimos dizer-lhe que precisamos de si porque o nosso trabalho não tendo preço necessita do seu apoio para continuarmos a apostar neste projecto jornalístico.

Deixe uma resposta

*