Religiosamente (In)correcto: Em modo retiro

Num mundo cada vez mais acelerado precisamos de saber parar. Hoje saber fazer pausas refontalizantes é essencial. Quem não sabe parar não consegue sentir a vida na sua plenitude porque tudo faz a correr e com a rotina diária que se acaba por cair na monotonia e na mera repetição de coisas.

Um retiro é umas dessas formas de saber parar para melhor poder continuar. Sim, para melhor poder continuar. Não queiramos andar a empurrar o tempo com a barriga, muito menos, desperdiçar tempo sem investirmos em nós próprios para uma melhor qualidade de vida e de tudo aquilo que somos e fazemos.

Neste momento encontro-me em modo de retiro. Um pausa de uma semana para reflectir sobre a minha vida e ajudar outros a fazer o mesmo.

Convidaram-me a orientar o retiro de preparação de dois diáconos da Diocese de São Tomé em vista à sua ordenação sacerdotal a acontecer em breve. São eles, o Diácono Hyley Bastos do Nascimento de 26 anos e o Diácono Wadilene Tavares Carlos de 31 anos. Aquele fez formação teológica em Portugal e este em Angola.

Quando somos chamados a tomar opções de fundo que implica a nossa vida para sempre, é mais que necessário fazer um retiro de interioridade e de muita oração e silêncio.

Falando de silêncio. Hoje ainda se consegue fazer silêncio numa sociedade cheia de ruído e poluição sonora? Não é fácil, mas é possível. Basta nós querermos e nos retirarmos do dia a dia habitual e subir a uma montanha e aí encontrarmo-nos com Aquele que é o dono das nossas vidas.

Cada vez mais precisamos de silêncio como pão para a boca. Não um silêncio mórbido ou doentio, mas um silêncio que nos leva a encontrarmo-nos connosco próprios, com Deus e com um mundo cada vez mais desafiante.

Rezem por nós.

 

P. Nuno Miguel Rodrigues * Missionário em São Tomé e Príncipe

 

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