É discurso de ódio afirmar que a homossexualidade é … (2)

“Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6:23)

Culpar a “falta de tolerância” — quando, na verdade, querem dizer APROVAÇÃO E ELOGIO da prática homossexual — do elevado número de suicídios na comunidade homossexual, não é só ridículo, mas também perigoso.

Por quê?

– Porque, de acordo com esse ponto de vista, se eu me sentir perseguida por ser cristã e defender os valores cristãos, se essa intolerância e a perseguição que se abatem sobre os cristãos me levar ao suicídio… A culpa é dos GLS, dos islâmicos, dos ateus e das minorias, que não aprovam o que os cristãos pensam nem elogiam as suas práticas?

Posto isto, defendo que:

  • NINGUÉM é obrigado a procurar ajuda se crê que não tem problema algum e se sente bem consigo mesmo.
  • NINGUÉM é obrigado a crer no cristianismo e nos seus ensinos.
  • NINGUÉM é obrigado a submeter-se ao que quer que seja, contra a sua vontade.
  • NINGUÉM deve impor a alguém, adulto, aquilo que essa pessoa não quer.

Não acredito em qualquer tipo de tratamento humano que cure o pecado no ser humano, seja ele qual for.

Mas o que se passa nesta sociedade é INQUALIFICÁVEL!

O sentimento de pessoas, que foram rejeitadas por parceiros que procuraram ajuda da igreja e de psicólogos cristãos – devidamente identificados -, não pode ser usado por activistas GLS, e afins, para crucificar em praça pública quem se disponibiliza a prestar essa ajuda. Perceber que alguém se INFILTRA em consultórios de psicólogos, gabinetes pastorais e confessionários, fingindo procurar auxílio, e abusa da boa-fé de psicólogos, pastores e padres, com a intenção de prejudicar essas pessoas ao denunciar algo em que não acredita, algo que parece ter resultado com quem busca ajuda e não quer manter o relacionamento homossexual, é bárbaro. As pessoas usadas pelos activistas não são cristãs, não acreditam que a homossexualidade é pecado e rejeitam a ideia de que alguém possa ajudá-las mudar a sua orientação sexual – até porque não a querem mudar – portanto, está mais do que claro que apenas querem vingar-se de quem aconselha quem procura ajuda.

Nunca mais me esqueci das palavras de um fulano, que, em Janeiro de 2019, na TVI, quis preservar a sua identidade, mas que invadiu, com más intenções, a privacidade dos outros: “foi complicado porque estava infiltrado e tinha que recolher imagens!”. Nestas palavras também fica claro que quem montou a reportagem pretendia levar o povo a acreditar nas concepções do “queixinhas”, compadecendo-se de um tão grande “amor”, e forçar a opinião pública a render-se ao lobby GLS, não só tolerando, mas também aprovando a conduta homossexual e elogiando-a.

Infiltrado? Por quem? Para quê? Isto dos directos…

Termino, dizendo que a perseguição, a caça e a tentativa de silenciar cristãos e não cristãos, que defendem a moral e os valores cristãos, continua a dar passos de gigante. Nenhum cristão, que realmente viva e entenda o Evangelho, odeia, persegue ou tenta forçar à conversão e à fé quem quer que seja. A cura do pecado — seja ele qual for — é obra de Jesus Cristo.

Amar os pecadores, orar por eles e pregar-lhe os Evangelho é a comissão dada a cada cristão pelo próprio Deus; convertê-los é obra divina.

Qualquer tentativa de forçar pessoas adultas a fazer algo que não querem deve ser denunciada e criminalizada. Ajudar quem nos procura, como cristãos e, ou, profissionais de saúde conhecidos pela sua fé e pelo que pensam relativamente a certos assuntos, é um dever moral e cívico. Mal vai o mundo se um cristão não puder procurar um psicólogo cristão, e um não cristão procurar um não cristão…

Se os homossexuais desejam aprovação para as suas práticas, não faltam psicólogos afirmativos para os ajudar a sentirem-se melhor consigo mesmos e a deixar de lado o desejo de vingança contra aqueles profissionais que ajudam quem os procura, por não querer permanecer na prática.

Dizer que ninguém pode ser feliz se não permanecer homossexual, que ninguém deixa de ser homossexual, que a homosexualidade é normal e até desejável, são OPINIÕES PESSOAIS. Continuarei a respeitar as pessoas, mas NINGUÉM me pode obrigar a defender, acreditar e concordar com as suas opiniões, da mesma forma que não obrigo NINGUÉM a concordar com as minhas.

Afinal, o “género” não pode ser fluído?

A caça aos cristãos, que defendem os valores morais bíblicos vai intensificar-se cada vez mais. Se nós, cristãos, não nos levantarmos contra esta tentativa de nos imporem a revolução sexual, silenciarem e criminalizarem, manifestando-nos nas urnas de voto no sentido de cortar os tentáculos do polvo — que é a ideologia de género — imposta pelas esquerdas encostadas a aprovada pelo silêncio ensurdecedor dos demais partidos representados no Parlamento, pagaremos um alto preço.

Tolerantes com as pessoas, sejam quais forem as suas orientações?

– SIM.

Dizer ámen ao que consideramos pecado e aceitá-lo como se as suas consequências não fossem tão trágicas?

– JAMAIS.

«Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade); aprovando o que é agradável ao Senhor. E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe. Mas todas estas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta.» (Efésios 5:8-13)

 

Maria Helena Costa * Escritora * Cristã evangélica

 

Diariamente lemos o mundo na procura de sentido para encontrarmos a mensagem religiosa necessária para si. Fazemo-lo num tempo confuso que pretende calar o que temos para dizer. Sem apoios da nomenclatura publicitária, vimos dizer-lhe que precisamos de si porque o nosso trabalho não tendo preço necessita do seu apoio para continuarmos a apostar neste projecto jornalístico.

Deixe uma resposta

*