O agradecimento do Papa à ilha de Chipre: “uma pérola no mediterrâneo”

No Ângelus da Imaculada Conceição, as palavras de agradecimento do Papa Francisco pela recente viagem apostólica a Chipre e à Grécia e uma avaliação positiva das autoridades religiosas da Terra Santa, que o acompanharam de perto.

 

 

 

O Papa Francisco voltou da sua viagem apostólica a Chipre e à Grécia, levando em seu coração as pessoas que encontrou e os gestos de fraternidade. No Ângelus da Imaculada Conceição, exprimiu a sua gratidão por tudo o que viveu, mas também renovou o apelo a «olhar nos olhos dos rejeitados que encontramos» e a crescer juntos no seio da Igreja Mãe.

 

“Chipre é uma pérola no Mediterrâneo, uma pérola de rara beleza, que no entanto carrega a ferida do arame farpado, a dor de um muro que a divide. Em Chipre me senti em família”, disse o Papa Francisco.

 

( assista ao video )

https://bit.ly/3oIzYnw

 

 

Uma viagem com saldo positivo, como emergiu das palavras de autoridades religiosas da Terra Santa que acompanharam de perto o Santo Padre.

 

S.E. Dom Adolfo Tito Yllana,

Núncio Apostólico para Israel e Chipre

A avaliação eu diria que é muito positiva. O papa nos trouxe a bênção e sua presença nos fez sentir que não estamos sozinhos, ele nos mostrou o caminho que devemos percorrer com todos. Ele fez com que todos se sentissem próximos e assegurou que a Igreja está conosco. Foi isso que o Papa nos trouxe. E a Igreja testemunha esse amor, essa paz.

 

S.B. PIERBATTISTA PIZZABALLA

Patriarca Latino de Jerusalém

É como se o Papa nos tivesse dado – para usar uma expressão muito comum hoje – uma “terceira dose” de entusiasmo por esta pequena Igreja aqui em Chipre. Ele falou ao coração da comunidade católica, encontrou a Igreja Ortodoxa com a qual temos boas relações e lembrou a todos sobre as dificuldades dos migrantes.

 

Fr. FRANCESCO PATTON, OFM

Custódio da Terra Santa 

A visita foi muito significativa, em nome de São Barnabé, este santo que leva exortação e consolação no próprio nome. O papa veio para encorajar, exortar e consolar: tanto a pequena comunidade católica local quanto a comunidade ortodoxa grega, trabalhadores migrantes – que são a maioria de nossa comunidade católica aqui – e também refugiados, por isso foi muito bom nos vários momentos e encontros, para seguirmos esta indicação de consolo e encorajamento.

 

Momentos de emoção, inesquecíveis, também foram aqueles vividos pelas autoridades religiosas da Terra Santa, nos encontros com os migrantes que não puderam ver o Santo Padre.

 

Lurdinha Nunes * Correspondente na Terra Santa

 

Diariamente lemos o mundo na procura de sentido para encontrarmos a mensagem religiosa necessária para si. Fazemo-lo num tempo confuso que pretende calar o que temos para dizer. Sem apoios da nomenclatura publicitária, vimos dizer-lhe que precisamos de si porque o nosso trabalho não tendo preço necessita do seu apoio para continuarmos a apostar neste projecto jornalístico.

Deixe uma resposta

*