Abertura do caminho sinodal na Terra Santa

O pequeno santuário de Deir Rafat acolheu um grande número de cristãos  de Israel e da Palestina para a cerimónia de abertura da fase diocesana do Sínodo Geral da Igreja na Terra Santa que aconteceu na solenidade da Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha da Palestina . “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão” é o tema escolhido pelo Papa Francisco para o Sínodo.

 

 

S.B. DOM PIERBATTISTA PIZZABALLA

Patriarca Latino de Jerusalém

“Viemos de todas as partes da Diocese e este movimento físico deve tornar-se uma peregrinação pessoal e comunitária nas pegadas dos dois discípulos de Emaús: estamos sobrecarregados de muitos problemas, frustrados como os dois Discípulos, mas o encontro com o Senhor muda a perspectiva de nossa vida.”

 

Pe. David Nehaus, coordenador para a preparação do Sínodo em Israel e Palestina, recorda a experiência sinodal já vivida anteriormente na Terra Santa.

 

Pe. DAVID NEHAUS, sj

Coordenador para a preparação do Sínodo em Israel e Palestina

“ Nos anos 90, de 1991 a 1995 tivemos uma fase preliminar; de 1995 a 2000, um fantástico caminho sinodal juntos. Foram 9 anos de preparação. Agora queremos renovar esse espírito, queremos reencontrar, redescobrir esse espírito que foi aceso.”

 

O encontro de 30 de outubro foi organizado pela Assembleia dos Bispos Católicos da Terra Santa.  Dom Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém que presidiu a celebração, iniciou a homilia com uma pergunta:

“Estamos prontos para partir para esta viagem, para esta ‘aventura’?” Depois, exortou a todos a terem presentes algumas dimensões fundamentais: “antes de tudo, gostaria de destacar dois elementos no início do caminho sinodal. Primeiro: queremos nos colocar a caminho, como os dois discípulos de Emaús. Segundo: queremos fazer o caminho juntos, como Igreja, como comunidade. É por isso que considero belo e significativo que em todas as partes de nossas Igrejas (Galiléia, Palestina, Jordânia e Chipre) estejamos reunidos neste momento. Colocar-se a caminho é dispor-se a sair, mudar, olhar para além da própria realidade cotidiana, é se deixar levar pela força dinâmica do Espírito”. É importante, porém, que a escuta seja iluminada pela presença do Senhor, para que não se torne apenas uma ladainha de lamentações. Espero que nossa caminhada, aos poucos, permita que nossos olhos vejam e nossos ouvidos o escutem, para percebermos não só o que nos falta, mas também o que temos: Ele é o dom que o Espírito nos dá.”

 

Uma celebração unida nos diferentes ritos católicos da Igreja na Terra Santa.

 

Assista ao vídeo

 

 

 

Pe. DAVID NEHAUS, sj

Coordenador para a preparação do Sínodo em Israel e Palestina

Isso é parte do que torna especial a nossa realidade de. Todos os diferentes ritos católicos juntos: latim, grego, maronita, siríaco, armênio, todos juntos.

Mas há outro tipo de diversidade que está claramente presente aqui: somos uma Igreja Árabe-Palestina, e somos filhos da primeira Igreja. Mas junto a nós temos cristãos de expressão hebraica, migrantes de todo o mundo, requerentes de asilo, e todos juntos formamos a Igreja. Parte do trabalho do Sínodo é conhecer-se, ouvir-se e sonhar juntos com a Igreja que queremos ser”.

 

S.B. DOM PIERBATTISTA PIZZABALLA

Patriarca Latino de Jerusalém

“Vamos retomar um discurso que foi, em certo sentido, interrompido há 20 anos com o encerramento do Sínodo diocesano. Desde então, é a primeira vez que todas as Igrejas da Terra Santa, de todos os ritos, se reúnem. Trabalharemos os 3 temas do Sínodo: comunhão, participação e missão.O primeiro passo é colocar-se a caminho, recomeçar e então ser testemunhas aqui em nossa terra, do que significa ser cristão. Jerusalém é a Igreja mãe. A partir daqui todas as Igrejas foram geradas e creio que é importante manter esta ligação entre Jerusalém e o mundo.”

 

Entre tantos momentos de emoção, um em particular foi muito especial e comovente, a procissão, ao redor do Santuário, com a imagem da Virgem Maria, Rainha da Palestina, a quem foi confiada a caminhada sinodal.

 

Lurdinha Nunes * Correspondente na Terra Santa

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