O santo da quinzena: Santo Alberto

Alberto da Suábia, dominicano, conhecido na Igreja como Alberto, o Grande. Dele disseram no século XVI ter sido um dos três maiores génios “produzidos” pela espécie humana − os outros dois eram Aristóteles e o rei Salomão!…

Muito cedo, começou a manifestar-se nele o desejo de saber, cada vez mais, tudo o que se refere ao universo criado. Os seus primeiros estudos foram em geometria e astronomia. Aprendeu a ler o livro da natureza, da qual foi paciente observador e analista. Estudou, quase ininterruptamente (só parava quando os deveres da ordem o impediam) até aos setenta e dois anos. Entretanto, foi professor em Friburgo, Ratisbona e Estrasburgo e nas universidades de Colónia e de Paris. O seu tempo chamou-lhe «luz do mundo, porque sabia tudo o que se podia saber».

Muito mais se poderia dizer sobre Santo Alberto Magno. Trinta e oito livros registam os seus escritos. Foi físico e químico, estudou astronomia, meteorologia, mineralogia, zoologia, botânica, escreveu livros sobre tecelagem, navegação, agricultura. Tão assombroso acumular de ciência não o impediu, porém, de ser um piedoso e exemplar dominicano. Em todas as suas obras perpassa o mesmo espanto incontido pelas maravilhas de Deus presentes na criação e a mesma humildade agradecida de quem percebe que Ele revela os seus segredos a quem o procura de coração puro, a quem compreende que crescer em sabedoria é caminhar para a infinita sabedoria de Deus.

Só isto chegaria para fazer de Alberto um modelo para os nossos dias em que a vaidade humana tantas vezes aspira à sabedoria sem Deus, para não dizer contra Deus. O exemplo de Alberto antecipa o dos estudiosos que hoje se esforçam, com êxito crescente, para aproximar a ciência da fé. E o de todos nós que nos confrontamos com diferenças aparentes e que só na humildade seremos capazes de encontrar a perfeita harmonia que nos conduz à alegria e à verdadeira felicidade.

Nomeado Bispo de Regensburg, mostrou-se Pastor zeloso e exemplar; mas, logo que pôde, pediu e obteve dispensa das funções episcopais e retornou à sua cela de monge humilde e sábio.

Foi chamado o “Doutor Universal”.

Mas há duas outras coisas a aprender com Alberto: a sua profunda devoção a Nossa Senhora, o «trono da sabedoria», e a constante caridade que atravessava a sua ação e o seu ensino. Também aqui ele pode ser um exemplo para nós, hoje.

José Victor Adragão * Professor de Filologia Românica

 

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