Fátima: Mais de mil voluntários garantiram o acolhimento no Santuário entre maio e outubro

Durante o tempo de pandemia, serviço voluntário foi essencial para garantir o acolhimento de peregrinos na Cova da Iria.

Entre maio e outubro, mais de mil voluntários garantiram o reforço do acolhimento de peregrinos no Santuário de Fátima, aos fins de semana e nas grandes peregrinações, num serviço que permitiu assegurar o cumprimento das medidas sanitárias assumidas para este tempo de pandemia.

No total, durante as 27 semanas em que decorreu, este reforço no acolhimento somou mais de 14 mil horas de voluntariado, que foram garantidas pelos Servitas de Nossa Senhora de Fátima, pelo corpo de voluntários do Santuário de Fátima, pelo Corpo Nacional de Escutas, pela Fraternidade Nuno Álvares e ainda por funcionários do Santuário de Fátima. Durante o verão, os jovens que participaram no Projeto SETE, de voluntariado, e grupos de seminaristas também colaboraram nesta dinâmica.

O acolhimento concretizou-se no controlo da lotação dos espaços, do uso de máscara e da higienização das mãos, com especial relevo junto à Capelinha das Aparições e da pira (queimador de velas); na manutenção da distância de segurança; nas movimentações de entrada e saída do Recinto de Oração e durante os momentos celebrativos, sobretudo durante as procissões com o andor de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, num conjunto de ações que, a par de todas as medidas adotadas pelo Santuário de Fátima para este tempo pandémico, contribuíram para o reforço da segurança de quem peregrinou à Cova da iria.

“Face ao elevado número de acolhedores envolvidos nestas tarefas e às suas diferentes proveniências, o acolhimento foi uma admirável oportunidade para confirmar a importância do trabalho em equipa”, refere Cláudia Camelo, que coordena a Comissão de Voluntariado do Santuário de Fátima.

“Quando estávamos no terreno, de colete posto, tínhamos um objetivo comum: acolher os que vinham ao Santuário, transmitindo segurança, no apelo ao cumprimento das normas… Sempre de coração aberto, para receber da melhor forma possível todos os que aqui chegavam, com atenção especial para os mais fragilizados”, acrescenta a responsável pelo voluntariado, ao perspetivar estes meses como “semanas de trabalho árduo, mas muito gratificante”.

O acolhimento dos peregrinos é, desde a sua fundação, missão primordial do Santuário de Fátima, numa dinâmica que tem merecido acrescido cuidado da instituição neste último ano e meio de pandemia. O plano de contingência para constituir a Cova de Iria como lugar seguro de peregrinação, definido pelo Santuário em estreita ligação com as autoridades de saúde, encontrou no voluntariado que tem vindo a ser dinamizado pelos acolhedores um importante contributo para uma concretização efetiva e próxima das regras estabelecidas.

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