Curiosidades no casamento

Existem alguns detalhes e fatos dessas celebrações, que poucas pessoas conhecem em sua totalidade, e menos ainda do seu significado.

Os primeiros povos a utilizarem esses anéis foram os Egípcios, no séc. III a.C.
O que pretendo abordar neste artigo não é uma crítica ou julgamento, apenas narrar dois detalhes desta cerimónia, cujas razões e significados quase não são conhecidos.

Começo pelas alianças. Os primeiros povos a utilizar esses anéis foram os Egípcios, no século 3 a.C. Entre os hindus, na Índia, também havia o hábito de usá-los para simbolizar o casamento. Posteriormente, Alexandre, o Grande, conquistando o Egito conheceu esse hábito e introduziu-o entre os gregos, com o nome de diatheke, que significa relação mútua, acordo, união, pacto. Conforme os gregos, e depois os romanos, elas deveriam ser colocadas no quarto dedo da mão esquerda, no qual se pensava que havia a veia do amor, ligada diretamente ao coração.

Eram feitas de ferro imantado, com a função de atrair e prender o coração do(a) companheiro(a) para sempre. Na acupuntura e no do in, métodos de terapia orientais e milenares, afirma-se que há um meridiano (que é onde fluem as energias internas) passando no dedo anular – nome que vem do latim anularis, anel – da mão esquerda, indo diretamente para o coração. É bom recordar que o coração sempre foi considerado a sede do amor.

A aliança era uma espécie de certificado de propriedade da noiva, que usando-a, demonstrava que já não estava disponível para outros interessados. No século 9º, o papa Nicolau I adotou-a como símbolo da união e felicidade entre casais, passando a ser obrigatório o seu uso no casamento cristão. Daí surgiram lendas, como a escocesa, de que a mulher que perdesse a aliança, certamente perderia o marido.

Entre os judeus, a aliança (em hebraico: bérith) tem o sentido de compromisso e protecção, sendo colocado no dedo indicador da mão predominante da noiva.

Nas cerimónias de casamento, os noivos “trocam” alianças, como símbolo de que um se torna “amo e escravo” do outro. Obviamente que, hoje, num sentido puramente simbólico. Esta é a razão pela qual nos conventos a noviça recebe do sacerdote, como legítimo representante de Deus, uma aliança que a torna esposa mística de Deus, portanto serva do Senhor. Alguns sacerdotes também costumam usar a aliança, explicitando a sua condição de homem comprometido com a condição presbiteral.

Outra curiosidade sobre as alianças é que, até o século 12, elas não eram usadas como símbolo de noivado, somente de casamento. Como tal, foram instituídas pelo papa Inocêncio III, que declarou haver necessidade de um período de espera entre o pedido aceito de casamento e a cerimonia nupcial. Durante esse interregno, a que chamamos de noivado, as alianças eram usadas na mão direita, simbolizando assim o compromisso de que se uniriam pelo matrimónio, uma vez completado o tempo para melhor conhecimento mútuo. O primeiro anel de noivado foi dado pelo rei da Alemanha Maximiliano I à sua futura esposa Maria, em 1447.

Outro fato curioso sobre o matrimónio, são as celebrações de bodas, a cada aniversário de casamento. As mais antigas e também mais conhecidas são as de prata, celebradas aos 25 anos de casados; e as de ouro, quando se completam 50 anos. Essas comemorações tiveram origem em alguns vilarejos da Alemanha medieval e, quando o casal atingia tal tempo de vida matrimonial, recebiam uma coroa de prata, e depois, a de ouro.

Posteriormente, para cada ano foi-se instituindo uma comemoração com denominação própria, e com significado implícito no material que dá o nome a cada celebração. À do primeiro ano, dá-se o nome de bodas de papel, que representa a fragilidade da união, e a necessidade de se ter delicadeza e zelo, para sua preservação. A do segundo ano, bodas de algodão, ainda representando a fragilidade, porém com maior consistência. Para cada ano seguinte, há um símbolo, com significado próprio. A de 20 anos, é chamada de bodas de porcelana, material mais firme e precioso, mas quebrável, demonstrando que o casal que chegou a esse tempo de união, soube cultivar bem a relação, preservando-a. E serve para nos recordar que, para se evitar a ruptura, é importante o diálogo, o respeito mútuo, a resiliência, o perdão, a cumplicidade. Resumindo, o amor verdadeiro.

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